Foto de duas pessoas trabalhando em uma startup

Fala, pessoal! Tudo certo?

Faz quase 5 meses que não posto nada por aqui, mas quero e irei voltar. Pelo menos 2 posts por mês eu pretendo compartilhar. Não somente sobre tecnologia, mas sobre o que estou curtindo no momento, sempre pensando em gerar valor pra quem lê ou até mesmo como uma maneira de compartilhar o que estou vivendo pro mundo.

Twitter

Quem convive comigo sabe que a rede social que mais gosto há muito é o Twitter. Lá a notícia chega mais rapidamente, a gente interage, a gente aprende, divulga trabalhos e reclama - às vezes.

A comunidade de desenvolvedores - geralmente - é muito ativa por lá e sigo várias pessoas que acho fodas no que fazem - brasileiras ou de fora. Inclusive vi um tweet há uns dias por lá, de um grande nome do front-end no Brasil, que me deu a ideia de escrever esse post:

Lá vem com esse papo de startups, de mudar o mundo e de fazer o que ama…

Ainda não entendo exatamente porquê muita gente ridiculariza as pessoas que têm esse mindset de dizer que realmente quer ser foda no que faz e fazer o que ama. Se você não trabalha com o que gosta, acho muito difícil ser um ótimo profissional nisso, até mesmo pensando a longo prazo.

Há muito sinto isso dentro de mim. Quero realmente trabalhar com o que amo - descobri que é programar, criar aplicações que as pessoas usem e que mudem a vida delas, e a minha, de alguma forma - e vou fazer de tudo pra continuar no caminho de buscar a excelência em tudo o que eu fizer.

Ainda não trabalho desenvolvendo webapps em si, mas estou no caminho pra isso. Quero me aprofundar cada vez mais e realmente trabalhar tanto no front-end quanto no back-end, o que percebo que muitos devs também pretendem trabalhar assim.

Hoje eu não consigo pensar em ter 2 vidas: pessoal e profissional. Tudo está interligado. O que trabalho é minha vida. E isso não quer dizer que não descanso e não me divirto. De novo, tudo está interligado. O meu descanso e diversão me potencializarão pra fazer o meu trabalho da melhor maneira possível.

Minha experiência trabalhando numa startup

Há 6 meses, trabalho na StartSe. Está sendo a melhor experiência profissional da minha vida. Aliás, uma das maiores experiências da minha vida, pessoal e profissionalmente falando, já que tudo está interligado, não é?

Me mudei do interior pra São Paulo com um pensamento e 6 meses depois parece que cresci uns 5 anos nesse espaço de tempo. É espetacular ter essa sensação! Boa parte disso é pelo fato de estar imerso na cultura de startups. Mas realmente não é exatamente como falam: pelo lado bom e ruim.

Posso listar aqui alguns pontos sobre a minha experiência trabalhando numa startup e sobre meus colegas de trabalho:

  • As pessoas reclamam da segunda-feira sim. Eu evito reclamar, até por que não tem motivo pra mim. Penso diferente. Gosto de segundas-feiras. Gosto do ritmo de chegar no escritório e trabalhar com o que curto, de me conectar com a galera e aprender muito;

  • As pessoas comemoram quando chega a sexta-feira sim. Pra mim é indiferente, porque de domingo a domingo eu costumo programar, seja pra estudar ou pra me divertir. Eu era muito bitolado com isso, de querer estudar todo dia sempre e sacrificar minha diversão, mas vindo pra cá, pra São Paulo, mudei totalmente minha visão, por incrível que pareça, e não deixo os estudos atrapalharem as outras coisas que gosto de fazer (dá até pra fazer um post só sobre isso depois);

  • O ambiente é ótimo. A maioria das pessoas é animada e deixa tudo mais leve;

  • Várias vezes fico até depois das 18h no escritório. E depois das 19h. 20h. 21h. 22h. Mas tudo depende. Trabalho com horário flexível. Conversando tudo é possível. Posso combinar de chegar mais tarde e sair mais tarde. E não há problema nenhum nisso, pra mim;

  • A maioria das pessoas tem o sentimento de dono do negócio. Pois é, no meu caso, sou programador front-end atualmente e o que eu quiser usar de tecnologia eu posso. Posso usar meu MacBook pessoal pra trabalhar. Posso escolher trabalhar com Linux ou Windows. Posso usar JavaScript puro ou jQuery. Posso usar React ou Angular. Enfim. Sabendo o que estou fazendo, e convencendo o pessoal, posso usar até Visual Basic 6 (o que nunca acontecerá);

  • Sempre ajudo com algo que não é da minha área. Seja em eventos, ajudando a colar etiquetas ou ajudando no credenciamento, sempre tento me envolver com outra coisa diferente de programação;

  • PLR mais de 3 vezes por ano;

  • Tenho acesso a hora que eu quiser aos valores de quanto a empresa lucra, quanto vende e quanto compra - no dia, no mês, no ano;

  • Possibilidade de conversar de igual pra igual com os sócios da empresa, seja nos corredores, no escritório, na rua, pelo WhatsApp. Pra quem não sabe, alguns sócios da StartSe são ex-sócios da XP Investimentos, como Pedro Englert, Eduardo Glitz, Mauricio Benvenutti e Marcelo Maisonnave;

  • Várias vezes almoçamos junto dos sócios-fundadores, dos sócios… enfim, de todo o pessoal;

  • Possibilidade de conhecer muita gente foda em eventos. Isso é sensacional. A StartSe promove eventos e cursos presenciais e online. Já conheci muita gente que admiro há algum tempo e pude trocar muitas ideias que me fizeram bem demais, como Nathalia Arcuri, Gabriel Goffi e Michelle Messina (EUA);

  • Não como miojo no almoço e pizza na janta. Bom, pizza na janta eu como algumas vezes. O ponto é que prezo há anos pela minha saúde. Gosto de comer de maneira saudável e praticar atividade física, no mínimo 3 vezes por semana;

  • Pois é, eu medito. Achava que era bobeira, mas não. Isso é muito louco. É ótimo. Parece que me conecto comigo mesmo e me entendo melhor. Entendo melhor o que sinto. E isso me ajuda não só no trabalho;

  • Acredito sim que posso ajudar a melhorar o mundo com o que eu faço. Acho que consigo melhorar o mundo, mudando primeiro o meu mundo - sendo uma pessoa melhor a cada dia que passa -, depois ajudando a mudar o mundo dos que convivo, do lugar que trabalho, do Bairro que moro, da cidade que vivo… Sei que sou uma formiguinha nesse mundo gigantesco, mas uma formiguinha quando junta com outras pode virar algo grande. Afinal, sozinho ninguém faz nada;

  • Sou forçado a conversar com as pessoas. Isso é ótimo. Vez ou outra escuto um pessoal falando que acha que o programador é aquele cara que fica na dele e não fala com ninguém. Pra mim, isso não é verdade. Tanto é que estou participando de vários eventos e meetups de tecnologias e vejo muita gente excelente palestrando e comunicando de maneira ótima. Isso me ajuda a melhorar minha própria comunicação no dia a dia.

Bom, esses pontos são alguns que vieram à mente e resolvi compartilhar. Pela experiência que eu estou tendo, trabalhar em startup realmente não é como alguns dizem, como mencionei anteriormente.

O que eu acho

Pela minha experiência, sou feliz por trabalhar num lugar que consigo receber o salário em dia, ter autonomia de conversar de igual pra igual com qualquer pessoa - desde o pessoal do nível operacional até o CEO -, de poder ter uma relação de desenvolvimento pessoal, de trabalhar um ambiente salubre, de ter a sensação de propósito, de ter a sensação que consigo crescer se continuar no caminho.

Sei que nem todas startups são assim e onde trabalho também não é perfeito. Nenhum lugar é. Tem brigas, pressão pra gerar receita, vender, fechar as contas no azul. Inclusive, todo final de mês já acostumei a ouvir Era - Divano, que um dos fundadores da StartSe costuma colocar pra tocar, pra acalmar a galera que está na pressão de fechar as contas.

Pra fechar

Trabalhar em startup é muito diferente sim. Não somos melhores nem piores que ninguém. Talvez mais loucos. E sou feliz demais por estar tendo essa experiência e trabalhar com o que realmente sou apaixonado!

Tudo pode mudar. Aliás, tudo muda. Mas espero que consiga sempre trabalhar com essa cultura. Ah, e com pessoas com esse mindset. Até porque estou cercado de gigantes.

Foto de duas pessoas trabalhando em uma startup

Você também trabalha numa startup? Se quiser, compartilha aqui suas experiências pra gente trocar algumas ideias.