Final do evento React Conf 2018, com toda a galera que participou

Depois de passar por dois momentos próximos e conturbados na minha vida, tive a grande alegria de participar da Python Sudeste, em abril de 2018 - que também foi o mês que fiz minha primeira viagem pra fora do Brasil e conheci parte do Norte da Califórnia, EUA (mais precisamente no Vale do Silício). Dias antes estava me mudando de apartamento e não imaginava o quão trabalhoso seria todo esse processo. Bom pra aprender. E dois meses antes precisei tirar os quatro sisos urgentemente, tendo sentido a pior dor da minha vida, até aqui. Tudo faz parte da vida.

A Python Sudeste foi muito foda. Por enquanto, considero o evento que mais me marcou, depois do Autonomize-se de julho de 2017, com a galera do Welcome to the Django.

A edição da Python Sudeste de 2018 foi em São Paulo e tive a oportunidade de receber meus amigos em casa, que estava até meio bagunçada, e sem fogão funcionando, por conta da recente mudança. Henrique Bastos tinha chegado de noite, um dia antes do evento. Depois, a Duda Goulart e o Augusto Goulart chegaram bem cedo, no primeiro dia do evento (o primeiro dos três dias). Na verdade, quando eles chegaram e eu estava dormindo ainda. Sorte que deixei avisado na portaria que eles chegariam e o HB os recebeu.

O evento foi quase na Avenida Paulista, numa das ruas que a corta. Imagina o quanto aprendi nesses dias… O impacto de tudo isso na minha vida foi gigantesco e reflete até hoje. Ele não foi tão bom assim por causa das boas palestras, mas por causa da galera. Na real, de início, a gente formou um grupo grande e somente viu as palestras dos amigos e de assuntos que interessavam de verdade, afinal, nossa área de tecnologia é bem privilegiada que há muito conseguimos encontrar facilmente as próprias palestras no YouTube ou os assuntos pertinentes na internet.

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Olha a galera da #PythonSudeste aí.

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No final, saí de lá com a cabeça louca, anotando um monte de coisas, gravando áudios e com sentimentos de felicidade e animação indescritíveis. Dali em diante, nunca mais fui o mesmo, assim como depois de outros grandes acontecimentos na minha vida. Realmente pra cima não tem limite. Sou grato demais por tudo que rolou lá.


Quando ainda morava no interior de São Paulo, já pesquisava sobre as melhores formas de aprender programação e sempre via no Google alguns links de eventos e palestras. Não era à toa.

Em setembro de 2016, um mês depois de pedir demissão de uma pequena agência de marketing da cidade que eu morava, decidi que iria na RubyConf (a última edição que o Fabio Akita comandou, depois de fazer isso por uns anos - e hoje está por conta da Locaweb), mesmo não sabendo naquela época uma linha de código em Ruby. Na verdade, o evento não falava só de Ruby, então confiei que seria um bom negócio. Inclusive, foi um ótimo teste pra mim que, no caso, já pensava há um tempo em me mudar.

O evento rolou por dois dias e fiquei num hostel na Rua Pamplona, perto da Avenida Paulista. Foi a primeira vez que dormi fora da minha cidade sozinho.

Lembro que fiquei extremamente encantado com tudo. Ambiente, vários palcos com diferentes trilhas, rádio pra conectar o som da trilha que eu quisesse, gente interessada nos assuntos e tudo mais.

A maioria das palestras naqueles dias pareciam ser em grego pra mim, mas uma palestra que vi me marcou demais: Criando Interfaces Interativas com SVG, SASS e JS, da Krystal Campioni. Nunca tinha visto algo do tipo na minha vida.

Depois da palestra da Krystal, lembro que fui trocar ideias, falando que era totalmente iniciante e ela foi muito receptiva e me deu um monte de dicas. Hoje ela está arrebentando na Alemanha e vez ou outra nos falamos pelo Twitter.

No final do evento, saí de lá decidido: tinha que me mudar pra São Paulo de qualquer jeito, mesmo que largando tudo pra trás, como realmente aconteceu no ano seguinte.

Fui pra São Paulo, meu

Em junho de 2017, me mudei, enfim, pra Capital, ainda meio perdido e preocupado com as coisas.

Fui contratado pra trabalhar numa empresa de tecnologia de eventos. Pois é. Atualmente trabalho na StartSe, que hoje é uma empresa que quer educar o Brasil e o mundo com os assuntos da Nova Economia, através de eventos presenciais, cursos online, missões pra outros países e notícias pela internet.

Hoje, atuo como desenvolvedor front-end e, principalmente no começo, ajudei bastante - por livre vontade - em vários eventos da empresa. Hoje com menos frequência, mais ainda gosto demais de participar.

Interessante como a nossa mente aceita uma coisa e o entorno vai se adequando ao que a gente pensa.

Prove it!

No meio dessa lista, considero também os meetups, que a maioria é de graça:

2017:

  1. HealthTech Conference
  2. Autonomize-se
  3. Fintouch
  4. AgroTech
  5. Front in Sampa
  6. Front in Vale
  7. Papo de Grana
  8. TC Talks #2 - TDD e Técnicas de Estudo
  9. Bitcoin Conference
  10. 7Masters - Git
  11. Natal Nerd - IT Talks
  12. CodePen Meetup Brasil #2 / Google Brasil
  13. RetailTech Conference
  14. Corporate Startup Innovation

2018:

  1. Wild Talkers - English Toastmaster Club / IBM
  2. Front7 / Elo7
  3. TC Talks #5 / iMasters
  4. NodeBR #36 - Iniciantes Like a Boss / Pagar.me
  5. 2018: A Revolução da Nova Economia
  6. React #19 - Especial React na Nextel (sobre React Native)
  7. TC Talks #6 / Creditas
  8. BackEnd BR #0 / GetNinjas
  9. React #20 - Especial Mulheres de TI / Cubo
  10. Sobre Mulheres e Comunidades / TOTVS (Idexo)
  11. Python Sudeste
  12. SciPy-SP #7 + Data Science
  13. Silicon Valley Conference
  14. React #23 - Especial Udacity
  15. HTML SP #15 / ThoughtWorks
  16. MeetupCSS - SP #27 / Nubank
  17. TC Talks #10 / Le Wagon
  18. TC Talks #11 - Edição Frontend Week
  19. #13 Frontend SP Meetup - Edição Especial Frontend Week
  20. Front in Sampa
  21. 7Masters - Programação Funcional
  22. Autonomize-se
  23. Front in Vale
  24. Code in the Dark
  25. MeetupCSS - SP #29 / GetNinjas
  26. BrazilJS
  27. Workshop Ruby / Campus Code
  28. NerdGirlz #7 - As possibilidades do Front-end
  29. TC Talks #13
  30. MeetupCSS - SP #30
  31. Silicon Valley Conference
  32. HTML SP #19
  33. React Conf BR

2019:

  1. HTML SP #23 / PagSeguro UOL
  2. #2 Globotech - Big Data / Rede Globo São Paulo
  3. Just Python 2.0 / Loggi

Pois é, como tenho o hábito de anotar muita coisa, também listei os eventos que participo e isso me dá uma noção legal do caminho que estou seguindo.

Como comentei, atuo como desenvolvedor front-end hoje, mas, claro, me interesso por outras coisas. E no futuro pretendo também trabalhar com - ou estudar - back-end e esses assuntos de machine learning, big data e inteligência artificial.

Percebam que 100% dos eventos tem algo relacionado com tecnologia. Isso realmente é importante pra mim e sigo nesse rumo.

Vários meetups são de graça, mas e os eventos pagos?

Se eu sentir que vou aprender bastante coisa num evento e encontrar com gente legal, compro o ingresso na hora, se eu puder. Pra mim, eventos realmente são investimentos, e não gastos.

Pelo que tenho anotado aqui, sacam só alguns investimentos que fiz:

2017:

  • Transporte: R$ 449,80
  • Ingressos (Front in Sampa + Papo de Grana): R$ 135

2018:

  • Transporte: R$ 559,80
  • Hospedagem: R$ 170,85
  • Alimentação: R$ 142,78
  • Ingressos (Front in Sampa + BrazilJS + Python Sudeste + Autonomize-se + Front in Vale + React Conf BR): R$ 826,90

2019:

  • Transporte: R$ 62 (me dei o luxo de andar de Uber ou 99 em alguns casos, já que foi numa época de chuva o dia inteiro)

Então, nesse tempo, investi pouco mais de R$ 2300 - mas chutaria uns R$ 2500, porque vacilei, alguns gastos com transporte eu acabei deixando passar despercebido e não tomei nota, como metrô, Uber ou 99.

Mas e as vantagens?

Consigo listar aqui as que acho importantes, no meu caso:

  • encontro gente que admiro e gosto;
  • faço novas amizades em todos os eventos;
  • fico empolgado em participar de outros;
  • fico empolgado em criar projetos novos;
  • palestras sensacionais;
  • eventualmente tem uma palestra do Matheus Marsiglio;
  • pratico e melhoro minha comunicação;
  • descubro histórias de gente que jamais imaginaria que passou por algum desafio interessante;
  • aprendo muita coisa nova;
  • sempre descubro um jeito de melhorar meu código;
  • aumento minhas conexões e fortaleço a minha rede;
  • visito e conheço empresas bem legais, como Nubank, Loggi e ThoughtWorks;
  • posso participar de meetups praticamente toda semana em São Paulo - e de graça… aliás, as empresas investem nisso pra gente;
  • tiro dúvidas com a galera;
  • compartilho um pouco do que sei;
  • perco cada vez mais a vergonha de chegar na galera e começar a trocar ideias;
  • perco cada vez mais a vergonha de fazer perguntas para os palestrantes;
  • eventualmente pratico meu inglês;
  • às vezes tem comida;
  • às vezes tem Happy Hour (vou em quase todos, mesmo hoje não curtindo beber cerveja).

Ué, mas não tem desvantagens?

Sim, mas nem se compara ao tanto de vantagens que tem. Algumas desvantagens ao meu ver são:

  • se você é iniciante, como eu sou em várias tecnologias, há uma pequena chance de você ficar com muita ansiedade com a quantidade de assuntos apresentados e até desanimar de seguir na área (não desistam, acreditem em mim);
  • pode rolar de se esbarrar com a famosa “comunidade tóxica”, que são pessoas que podem te jogar pra baixo e não ser muito receptiva - como deve ter em qualquer área;
  • tem mais alguma?

Pra fechar

Apesar de ter vários eventos e meetups de graça aqui em São Paulo, sou grato demais por poder investir em vários eventos pagos que tenho vontade de ir.

Ser ativo nisso é algo que realmente me transforma pessoal e profissionalmente. Pretendo seguir por muito tempo participando de tudo isso.

Nesse momento, não sou do tipo de pessoa que curte palestrar. Pra mim, toda pessoa tem algo pra compartilhar, mesmo que seja iniciante. E não precisa ser só conteúdo técnico. Inclusive, pelo que vejo, a galera curte bastante assuntos de soft skills, já que a parte técnica a gente estuda e aprende, mesmo que demore. Soft skills a gente precisa desenvolver e acredito ser um processo mais complexo.

Sou do tipo de pessoa que curte os bastidores, de ajudar os palestrantes, de fornecer informações, de ficar atento pra tudo rolar como tem que ser.

Com isso, só posso convidar e recomendar uma coisa: bora pros eventos!?